fevereiro 21, 2018

O Furo da bala

lampada-tiro
Deu no jornal que “no bairro Renascer foram encontradas várias lâmpadas de iluminação pública destruídas com tiros de pistola calibre 7.65.”

Quem achou que a notícia é furada, que não tem como saber qual o calibre da bala que quebrou as lâmpadas, é claro que errou. Tem sim como saber e o processo é muito simples. A perícia técnica consegue descobrir tudo e muito mais. No caso das lâmpadas eles recolhem todos os caquinhos e levam pro laboratório bioclínico de autoanálise. Lá é usado um reagente químico derivado de chumbo combinado com uma fórmula metamorfódica voltada para balística. Os caquinhos são mergulhados no reagente e ao aplicar a fórmula já dá o calibre do tiro num telão de LED 42 polegadas SmarTV.

Software está sendo desenvolvido para descobrir a ficha-suja do artilheiro, com nome da mãe, time e opção sexual, além de emissão automática do BO.

fevereiro 12, 2018

Sexo explícito no carnaval

Sexo insetal

fevereiro 05, 2018

Piada criminosa

Colombo ri atoa

Colombo saiu-se com essa:
"A onda de barbárie em Santa Catarina deve-se ao 'extraordinário' combate ao crime promovido por meu governo."

Onda de barbárie = ataques que a bandidagem organizada vem executando em boa parte do Estado.

É um grande gozador, esse Colombo. Pela lógica das probabilidades inerentes ao inverso do todo minimalista aqui e acolá, pode-se inferir que se o fantástico governo colombial deixasse a bandidagem descombatida, hoje Santa Catarina estaria livre dessa praga.

Cala a boca, Raimundo!

fevereiro 01, 2018

A questão sócio-animal em Criciúma


Mocréia, nossa cadela, passou mal. Saímos em busca de socorro nessa Criciúma de Deus e uma realidade nova deu as caras, uma realidade marcada por exploração, oportunismo e insensibilidade. Descobrimos que são estas três virtudes que movem o sistema de saúde, essencialmente privado, voltado para o mundo cão.


Todos os indícios indicavam uma virose. A gente tira por nós, quando dá aquela lerdeza e ninguém sabe direito o que é… é virose. Bom se fosse. Antes mesmo de botar a mão na Mocréia, a primeira mordida: cemzasso pela consulta. Apalpa daqui, apalpa dali e veio o direto no queixo: precisava uma tomografia. Podia ser tumor. Preço: duzentos paus.


Mocréia, na proporcional, beira os 90 anos. O Putz fez umas constas rápidas e pensou que de repente investir num filhote sairia mais barato. Investir = comprar uma cachorra zero bala. Mocréia, na real, já havia cumprido seu ciclo. Agora, diga isso para sua mulher. Se seu relacionamento está classificado como estável, prepare-se para a turbulência. No caso da Sra. Putz, simplesmente insinuar uma proposta de solução final em desfavor da cachorra deu início a um processo de ruptura conjugal.

E fez-se a tomografia. Não tinha tumor, era virose. Remédios: mais cemzão.

janeiro 24, 2018

A coisa sexual


Notícia criminal quando há sexo no meio
Legal a cobertura dos jornais. Parece que quando há sexo no meio, a criatividade cresce na mão de redatores e redatoras, lubrificada com certo humor irônico e discreto. Achamos umas coisinhas picantes, tipo:
  • a nova lei enrijece a situação dos transgressores;
  • são poucas as aberturas para quem é afoito;
  • o código vai meter muita gente na cadeia;
  • a posição dos juristas é positiva;
  • há os que hesitam pela frente mas por trás são muito ativos (referência aos que se manifestam a favor ou contra).
Repostagem. Achamos engraçadinho e metemos de novo.

janeiro 15, 2018

Il dolce far niente, ou, o ócio descriativo

madam canine
Brasileiro é um cara esperto. Deu na Globo que um esperto criou uma empresa especializada em organização doméstica.

E o que faria uma empresa dessas? Ou melhor, quem procuraria os serviços de uma empresa especializada em organização doméstica?

Óbvio, pessoas super atarefadas cujas casas são muquifos, onde elas não acham nem a escova de dentes, certo?! Errado. São as dondocas. Super sem nada pra fazer, elas se enrolam em mumunhas básicas. Elas procuram a firma, por exemplo, para que eles ensinem como guardar cada sapato (se de pé ou deitado).

E pagam por isso. Tomou banho e não sabe o que fazer com a toalha até a empregada pegar pra lavar? A firma ensina.

O negócio já tem evolução: cursos para juntar cocô de cachorro e etiqueta ao celular. Esses não deu na Globo ainda, mas vai...

janeiro 08, 2018

Gato também é gente


Quem quer dinheiro?

O gato Lui voltava de Dallas com o donos e chegando em Guarulhos… escafedeu-se.

Embarafustou-se Grarulhos adentro e não mais foi visto.

Os donos de Lui acham que ele é o Garfield de tão lindo. Tem pelagem laranja e malhado. É tão querido que o casal, donos, ofereceu uma recompensa de 5 mil reais.

Não é nada, não é nada, muita gente largou o trabalho e se mandou pro aeroporto à cata do bicho.

A própria concessionária de Guarulhos, por falta de coisa melhor pra fazer, montou uma equipe de buscas para encontrar Lui.

janeiro 02, 2018

Santos x Demônios x meia-bocas

Bons e maus

O Brasil tem 145 milhões de católicos e, por incrível que pareça, só dois santos canonizados, Madre Paulina e Frei Galvão. Tem mais 70 na fila, inclusive a catarinense Albertina Berkenbrock, da diocese de Tubarão.

Essa é a turma do bem. Vai de beato a santo, passando por profeta e assemelhados, podendo chegar a deus (como o hermano Maradona). Se a turma do bem está encaminhada na morte, o mesmo não se pode dizer da banda ruim. Sentimos a falta um sistema hierarquizado para a galera do mal. Não tem nada. O cara é demônio direto, como o Bruno, os Nardonis e a Suzane Roischentofolibundenblogs (se alguém tinha dúvida, a Globo deu um jeito e demonizou-os de vez).

Mas, voltando, devia ter cargos ou graus intermediários. O Pinho Moreira, por exemplo, demônio não é, mas também não é santo. Políticos em geral  estão mais pra purgatório que pra céu. O alma penada que estuprou e matou a Kenifer em 2010 seria o que?

Deu pra entender a jogada? Tanto vivos como mortos precisam de um sistema intermediário. Tá faltando isso. Pior: a moção de correção da falta não se sabe pra onde enviar. O Putz até se propõe encaminhar projeto mas não sabe pra onde, se pro bispo ou pra Câmara.

dezembro 28, 2017

Uma análise profunda

Coisadelouco

Lemos e nos emocionamos. Estava assim no jornal:

“Exemplo de pobreza: A concorrência que vira rivalidade acirrada aos extremos patrocina, vez por outra, episódios nada recomendáveis a uma cidade do tamanho da nossa. São certas mesquinharias. O fato já virou cultural e quem não cuidar entra, sem se dar conta, nessa onda pobre.”

Que texto interessante. Sempre que abrimos um jornal é exatamente isso que a gente… não entendemos nada. Muito complicado. Pedimos pra Mócra ler. Ela acha que, com certeza, o lance deve estar no tamanho da cidade. Ou do mar, porque tem o lance da onda. Pode ser (grandes chances) que a cultura aliada ao tamanho gere mesquinharias. Porque? Ah o porquê… falta o porquê. Também percebe-se nas entrelinhas a sutiliza do autor numa clara referência de apelo sexual “se não cuidar entra”.

Enfim, um texto para esquecer (estamos falando deste – do Putz).

dezembro 19, 2017

Interpretando entrelinhas

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Lemos na Veja, ipsis-litteris…
“sobrancelhas intermináveis e uma expressão que podia significar “vem” ou “pare”, ou alguma coisa entre os dois.”
Para pessoas inteligentes parece tudo muito simples. Para nós, entretanto, dúvidas intermináveis (como a tal sobrancelha alien) chegam e nos impedem o sono. A primeira dúvida óbvia é que a frase, por si só, não nos remete diretamente ao objeto, não se sabe se fala de pessoa ou animal, se da Grace Kelly ou se de uma taturana. A segunda parte do enredo é intrigante. “Uma expressão que pode significar ‘vem’ ou ‘pare’”… Vamos combinar, não é algo que se identifique nas calçadas. Nem nas novelas da Record. Com mil piscadelas! Parece sobrenatural, uma psicografagem chicoxaveriana. Se esse olhar existe não parece acessível para um putznauta nível médio. A diretoria aqui não entendeu nada.

dezembro 12, 2017

Esse Esopo não sabe de nada...



Nós enforcamos os pequenos ladrões e indicamos os grandes para cargos públicos.
Esopo

dezembro 05, 2017

Parada pra pensar

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As fotos acima foram tiradas pelo correspondente internacional do Putz nos States. No estacionamento de dez vagas para deficientes, seis carros estavam estacionados – todos com a autorização especial à vista. Dizem que na Europa também é assim.
É a eterna mania dos países desenvolvidos de querer simplificar o que é complicado. Complicado pra não dizer impossível. Todo mundo sabe como são as coisas aqui. Vaga para deficiente é estacionamento VIP para madames atrasadas para sua hora no cabeleireiro e para novo rico que se acha esperto. Lei até existe, mas é complicada, depende de regulamentação e as autorizações (state permit dos gringos), fora a burocracia para conseguir, não têm padrão que dê credibilidade ao sistema.
Tão vendo? Os americanos deveriam vir aqui antes de inventar sistemas que parecem funcionar tão bem. Eles pensam que enganam a gente. Não é esse exemplo humilhante de rico metido a besta que vai fazer-nos perder o foco na complicação. Se eles viessem aqui ver a desorganização de perto, conferir in loco como a regra não funciona, talvez eles aprendessem que o que fazem lá é uma aberração de processo: uma coisa complicada não pode se tornar fácil, assim como, segundo a lei do vice-versa, também não o pode o contrário. É a lei.
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estac-defic-caminhao
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novembro 27, 2017

Só pra gente não esquecer do que escapou...

A filosofia da ateia

Dilma crente
Teria dito Dilma “nem Cristo me tira essa”? Disse. Ou não. Isso é curioso na medida em que, corre à boca pequena, consta em seu cv, no item inclinações religiosas: ateia (Deus pra ela só dar esporro em assessor: palamordedeus!!!). Alguns bocas grandes (Rafinha, Gentilli, CQC ou Pânico) foram perguntar (não publicaram por razões eleitorais):
-- Dra. Dilma, é verdade que a senhora não acredita em Deus?
Dilma balançou. Que diabo de pergunta. E logo desses malucos que depois ficam botando chifrinho e bobaginha na edição:
-- Eu?!  Não é por aí, meu filho. Primeiro é preciso definir o que é Deus. Antes, é preciso definir o que é acreditar. Porque… Eu, enquanto pessoa, acredito em Lula… um quase Deus… mas não acredito em Maradona, que é Diós. Então… Deus, enquanto crença… a crença por si mesmo… é como bolsa-família, não se tira de quem precisa… as pessoas, acreditam em quem Deu… é, como direi, a metamorfose do precisar na cegueira do crer, ou vice-versa…
Ela encerrou a conversa e saiu rápido, não sem antes falar pro segurança anotar o nome do cara que perguntou.
Putz pê-ésse: a situação acima pode ter acontecido… só não sei se foi assim.

novembro 20, 2017

Voo duplo

Aviao em queda

Raimundo e Moreira agora só viajam em aviões separados. Deu no Lessa. A assessoria deles determinou isso.

Se o Putz fosse Colombo, ou mesmo Moreira (Deus o livre!), mandava investigar essa assessoria. Deve ter gente da oposição infiltrada. É óbvio demais o animus golpandi. O Colombo sempre viajou com o Moreira e, obviamente, nunca avião nenhum caiu. Não é fácil um avião cair. É um cinco milhões de vezes mais provável que você morra atropelado ao atravessar a Álvaro Catão que de queda de um avião de carreira. Se for de queda de jatinho que leva político a proporção sobe para 18 milhões (Tá, o Ulisses morreu, mas não era avião, era helicóptero). Não tem como. Político morrer de acidente aéreo? Só na Chechênia, lá até as crianças treinam tiro ao alvo com míssil terra-avião.

Então... estão a fim de derrubar nossos líderes máximos. A sutileza da iniciativa suspeitíssima da assessoria Colombomoreriana está em aumentar em 100 por cento as possibilidades de uma perda de um dos cabeças estaduais (o que equivaleria uma perda total – Colombo não é nada sem Moreira e vice-versa, os dois se locupletam). Ficou claro? Meu Deus do céu, só não vê quem não quer. Antes era um avião com as probabilidades microcéfalas, agora são dois. 

novembro 16, 2017

Mãozinha Colomboba

Colombobo

Deu no jornal que o Grande Navegador Raimundão de Deus “está deixando a desejar” no turismo catarinense, segundo avaliação dos gestores da área.

Deixar a desejar, no caso do GN (Grande Navegador), é elogio. Se dissessem que foi muito fraco também seria elogio. Colombo é horroroso em turismo. Péssimo. Sofrível. Nosso critério de avaliação é um só: a mais assombrosa estrada do mundo. A Rio do Rastro. A meca do turismo/motociclismo/ciclismo/caminhismo//montanhismo/carrismo nacional.

O GN começa sua desastrada gestão turística pelas estradas que levam à meca. Se disser que são ruins, também é elogio (vide aqui). Mato tomando conta de toda a rodovia também foi um item que pode ser creditado a ele (vide aqui).

E pra completar, temos aqui coisas que ele poderia ter feito pela Serra e não fez. Não precisava nem criar, era só copiar: teleférico e mirante de nível.

E esses caras se perpetuam na política...